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Inovação. Hi Technologies e MediLaudo aproveitam a demanda pelo serviço, mas apontam que crescimento do setor pode ser acelerado com regras mais claras e melhoria na infraestrutura

São Paulo – A dimensão continental do Brasil é um grande problema quando o assunto é levar atendimento de saúde para toda a população. Para suprir esse gargalo, empresas de telemedicina já nascem com planos ousados, mas esbarram na falta de infraestrutura e de uma legislação mais clara.

“O Brasil tem potencial, mas esse mercado ainda é muito pequeno”, afirma o presidente da Federação dos Hospitais do Estado de São Paulo (Fehoesp) , Yussif Ali Mere Júnior. Segundo ele, a falta de uma regulamentação mais clara, o desconhecimento da classe médica sobre o assunto e a infraestrutura precária são os principais pontos que impedem o desenvolvimento do segmento.

Segundo ele, o País possui dimensões continentais e dificilmente os municípios conseguem escala para manter certas especialidades dentro da cidade, sobretudo por conta do alto custo da medicina. “Ele [o médico] não tem demanda suficiente para se manter”, diz.

Apesar da legislação e as resoluções normativas existentes, o CEO da Hi Technologies, Marcus Figueredo, aponta que falta clareza nas regras. “Ainda não é claro o que se pode fazer e não se pode fazer. Enquanto umas atividades são aceitas, outras como a consulta remota não são aprovadas pelos conselhos de medicina”, explica o executivo acrescentando que isso deixa o cenário para o empreendedor muito nebuloso e dificulta a criação de padrões e certificações. “Normalmente acabamos importando padrões dos Estados Unidos, mas é ruim, porque você tem no mercado empresas de alto nível de qualidade e outras não. A saúde precisa de padrões de qualidade”, coloca.

Oportunidades

Mesmo assim, enquanto o mercado ainda passa por um processo de amadurecimento, o executivo destaca que a área da saúde, sobretudo, a telemedicina, se encontra entre as prioridades dos desenvolvedores de tecnologia. A própria Hi Technologies, que tem como sócia a Positivo Informática desde 2016, é um exemplo.

Com o financiamento de gigantes como Intel, Positivo e Microsoft, a desenvolvedora lançou no dia 29 de junho o HiLab, primeiro serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais. (Veja a foto)

Com o dispositivo Hilab, o médico pode solicitar o exame, fazer a coleta de uma gota de sangue e ter o resultado em uma mesma consulta, reduzindo significativamente o tempo de espera do laudo. “É só ele colocar a amostra em uma cápsula que será introduzida no HiLab que as informações serão digitalizadas e enviadas para a nuvem, onde nossos especialistas têm acesso e fazem a análise”, explica o CEO. Entre os exames que podem ser realizados estão o de HIV, vírus Zika, Chikunguya e dengue.

Hoje são quatro clientes na fase piloto, entre eles a Docway e uma farmácia de Curitiba. “Estamos expandindo e em um mês devemos ter 40 pilotos. O objetivo é que nos 11 primeiros meses cheguemos a 10 mil equipamentos pelo Brasil. Depois disso podemos ir a outras partes do mundo”, descreve.

Alta demanda

Uma empresa que se surpreendeu com a demanda por telerradiologia é a MediLaudo, que foi lançada em outubro de 2016 para atender a demanda de um hospital que realizava cerca de 10 mil exames mensais de tomografia e ressonância e tinha uma espera de 10 dias. “Montamos uma central de laudos para atender um hospital de São Paulo e reduzimos para dois dias, com isso vimos que seria possível atender outros locais”, diz o diretor clínico da empresa, Gustavo Dalul Gomes.

O principal papel da empresa é a gestão da imagem, que vai da separação por especialidade ao envio do laudo. O exame é feito em hospitais ou clínicas, mas o envio das informações à central da MediLaudo e o encaminhamento se dá pela internet. Para isso, a companhia tem servidores próprios.

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