was successfully added to your cart.

Novo estudo mostra que telemedicina é um dos caminhos primordiais para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – o impulso universal para transformar nosso mundo – da Organização das Nações Unidas (ONU) estão apenas no começo de sua trajetória. Adotados em setembro do ano passado, os ODSs estabelecem um prazo até 2030 para que a humanidade vença seus principais desafios, tais como pobreza, fome e falta de água, entre outros.

No caso da saúde, a meta é assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Para cumprir este objetivo, uma das soluções é investir em telemedicina, com sistemas simples e baratos que permitam obter facilmente informações e diagnósticos dos pacientes, à distância, e colocá-los ao alcance das equipes médicas. A boa notícia é que a tecnologia descrita já existe e é desenvolvida por uma empresa brasileira: a Hi Technologies, única representante do Brasil inserida no relatório Starship Earth 2, um profundo e seja alcançado. O lançamento do relatório acontece em paralelo à 71ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, cujo foco é justamente abordar as novidades relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Hi Technologies aparece no estudo entre gigantes globais, como Tata, Danone, Symantec, NYK, Siemens, Marks & Spencer, Iberdrola e Unilever, entre outros. De acordo com o Starship Earth 2, estas empresas estão impulsionando mudanças sustentáveis por meio de inovações, parcerias e ajustes nos modelos de negócios. O CEO da HiT, Marcus Figueredo, participou do lançamento do estudo nesta semana, na sede da ONU, em Nova York, em parceria com o Global Compact, iniciativa da Organização das Nações Unidas para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.

“Uma parte do futuro já está sendo inserida em nosso presente. A Internet das Coisas, por exemplo, é técnica e economicamente viável, e, como nosso produto Milli Coraçãozinho provou, efetivamente salva vidas”, afirmou Figueredo. Desenvolvido ao longo de dez anos, o Milli Coraçãozinho já examinou mais de 170 mil recém-nascidos em hospitais no Brasil.

Trata-se de um dispositivo portátil, que fornece uma maneira simples, indolor e não invasiva de monitorar os níveis de oxigênio no sangue do bebê e compartilhá-los pela internet com médicos, especialistas ou outros profissionais da saúde. Esse monitoramento é importante porque níveis de oxigênio abaixo de 95% indicam um possível defeito no coração da criança, que dificilmente é detectado no parto ou nos primeiros exames, mas que afeta uma em cada 100 crianças.

E um dos médicos que inseriram o oxímetro em sua rotina com sucesso foi o neonatologista Ênio Machado, de 53 anos. Para ele, quando saiu a obrigatoriedade do Teste do Coraçãozinho, para triagem neonatal de Cardiopatias Congênitas Críticas, em recém-nascidos, em 2013, pesquisou para saber qual era a melhor opção para a realização do exame e conheceu o aparelho da Hi Technologies para Teste do Coraçãozinho.

Desde então, na Maternidade Curitiba, o teste é realizado somente por meio dele em cerca de 10 pacientes por dia. Nos três anos de uso, o médico estima que foram realizados aproximadamente 9 mil exames em pacientes da Maternidade e de outros hospitais que a indicam, pelo fato de serem mais precisos que o oxímetro convencional.

Segundo o doutor Machado, os maiores benefícios do dispositivo são a comodidade que adiciona à rotina de trabalho e a possibilidade de armazenar os resultados e compartilhá-los com os pais.

“Eu sou muito criterioso no que eu faço e posso afirmar que este tipo de tecnologia facilita o dia a dia e traz segurança ao trabalho médico, ao emitir um laudo em dois minutos com toda precisão. Desde que adotamos o aparelho, dos meus pacientes, cinco testes do coraçãozinho mostraram alterações. Quatro pacientes foram encaminhados para especialistas para a realização de exames e, em um caso específico, o diagnóstico rápido foi imprescindível para o encaminhamento de um recém-nascido para realizar uma cirurgia que salvou a vida do bebê”, exemplifica o neonatologista, doutor Machado.

Este é um exemplo de como a telemedicina pode potencializar a eficácia do atendimento médico. Além de conectar paciente e equipe médica, também permite a obtenção de uma segunda opinião e uma assistência personalizada de pacientes crônicos, idosos e gestantes de alto risco. “A telemedicina terá um papel-chave na transição para um modelo em rede que favorece a prevenção e a personalização do atendimento”, destaca Marcus. “Os atuais sistemas de saúde, públicos ou privados, não são sustentáveis. Existem tendências inexoráveis, como o número insuficiente de médicos, o envelhecimento da população, a espiral de custos, o aumento de doenças não transmissíveis (DNT) e o declínio da eficácia dos antibióticos que, fatalmente, levarão ao colapso este modelo em alguns anos. Somente o custo das doenças crônicas tem potencial de destruir os sistemas de cuidados com a saúde”, alerta.

Fundada em 2004, pelos estudantes de engenharia da computação Marcus Figueredo e Sérgio Rogal, a Hi Technologies desenvolve produtos que conectam os profissionais de saúde com os pacientes. Seu primeiro produto foi um software para monitorar remotamente os sinais vitais de pacientes hospitalizados. Diante dos bons resultados, a empresa avançou para o segmento de hardware. Hoje, sua linha de produtos inclui sensores de oxímetro, detector de apneia do sono, tele-ECG e monitor de parto, além do já mencionado Milli Coraçãozinho. Hoje estas soluções já são encontradas em hospitais em 22 estados brasileiros e agora é usada em 15 países. Em janeiro deste ano, 50% da empresa foi adquirido pela Positivo. O intuito é poder contar com a experiência e a escala da Positivo sem limitar a agilidade e a capacidade criativa da HiT.

A Hi Technologies está agora concentrando seus esforços em tecnologias para detectar HIV, dengue, sífilis e Zika, além de monitorar o colesterol, diabetes e inúmeras outras condições de saúde. Figueredo lembra que 12 milhões de brasileiros sofrem de diabetes, mas nem todos se tratam adequadamente. “Um dos grandes desafios para que o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável relacionado com saúde seja alcançado é fazer com que o paciente se envolva com seu tratamento. Para isso, ele precisa ter mais acesso a informações sobre sua saúde”, analisa Marcus. Os dispositivos da HiT são projetados para serem adquiridos também por farmácias, e não somente por hospitais. E, no futuro, por pessoas, funcionando como equipamento de home care. “Essa é nossa visão de futuro: que cada lar possa ter seu aparelho de monitoramento da saúde da família, que é um elemento fundamental para que os tratamentos sejam seguidos à risca”, detalha Marcus.

Empoderar os pacientes também irá empoderar médicos e profissionais de saúde, liberando-os para cuidar de mais pessoas, de forma mais eficaz e remotamente. Essa descentralização dos cuidados da saúde é inevitável devido à crescente falta de profissionais da área: apenas nos Estados Unidos, estima-se um déficit de um milhão de enfermeiros em 2020.

Leave a Reply