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Tecnologias na saúde no contexto da humanização.

Tecnologias na saúde no contexto da humanização.

“O avanço tecnológico parece indicar que toda a humanidade pode ser beneficiária dessas conquistas e não apenas alguns poucos.” (Jayr Figueiredo de Oliveira)

Resumo: Trata-se de uma reflexão, que utiliza a teoria de Merhy para fundamentar a ideia de considerar que humanizar com qualidade permeia o processo de desenvolvimento de tecnologias, em qualquer área de conhecimento. Desvincular desse processo, literalmente é desumanizar, então concluísse que humanizar é tecnologia.
Descritores: humanização; tecnologia.

À medida que analisamos as semelhanças, ao mesmo tempo identificamos as diferenças dos processos de Tecnologias e a Humanização.
As ideias construídas e disseminadas, desde os tempos remotos até a atualidade, sofreram influências dos valores e saberes predominantes da sociedade. Entretanto, vários processos externos, como por exemplo, a economia, contribuiu para transformar a natureza da ideia (1,2); mas cabe ao ser humano escolher o que é pertinente para satisfazer suas necessidades, sejam individual ou coletiva (3).

Desse modo, quando se escolhe por essas transformações, possibilitam-se mudanças significativas para o desenvolvimento humano nas suas diversas áreas do conhecimento. Foi assim, que o ser humano conheceu e utilizou as tecnologias definidas como primitivas (o fogo, a agricultura, a roda, a escrita, o bronze, o ferro, dentre outras formas de descobertas), para sua sobrevida e segurança (1).
Com o passar dos anos, várias dessas descobertas foram se aperfeiçoando, mas outras ficaram perdidas no tempo, talvez por terem que abandonar as suas crenças confortadoras, ou talvez para possibilitar outras fundamentações na construção de valores, como a justiça, a solidariedade e a ética (4).

Nessa visão, surgiram novas tecnologias, das quais se diferenciaram conforme as suas abordagens e suas aplicações. Vale ressaltar, que as modificações dessas descobertas parte da premissa de encontrar ferramentas que possam intervir no processo em análise para melhorar a qualidade e possibilitar bens-relações (4,5).

No contexto da área de saúde, o cuidar e suas relações com a estrutura hospitalar, abordam conceitos parecidos, mas aparentemente controversos. Numa pequena retrospectiva histórica, a doença era relacionada a fatores sobrenaturais, na Era Cristã era considerada como um “castigo divino”, entretanto possibilitou o desenvolvimento de outra teoria que ampararia e complementaria paralelamente como sendo “a salvação da alma”, criado pelos seus cuidadores. Somente no século XII, o ser humano passou a ser considerado como foco central no tratamento, contrapondo as questões e teorias sobrenaturais anteriores. Em meados dos séculos XVII e XVIII, a perspectiva da civilização medieval mudou radicalmente no que se refere à saúde, a visão do cuidar de um universo orgânico (corporal) e espiritual, foi substituída pela noção do mundo como uma máquina e suas engrenagens. Entretanto, no século XVIII, o cuidado ao “doente” se institucionalizou fundamentando-se no paradigma cartesiano, que aborda o tratamento ao ser humano por um sistema mecanizado, de partes estanque, sob formas distintas. Assim, surge o termo conhecido como o cuidado mecanizado ou a tecnologia desumanizada, por considerar como prioridade o restabelecimento rápido para voltar ao trabalho (6,7).

A partir da segunda metade do século XX, vários profissionais da saúde que percebendo a crise no modelo cartesiano no cuidar, identificaram a necessidade de construir ou reconstruir um novo paradigma, utilizando um termo descrito pela primeira vez em 1945, pelo médico Henry Sigerist a “promoção a saúde” (7).

Sendo assim, Merhy et al (4,5,8) estabeleceram tipos de Tecnologia para a área de Saúde agrupando-as e definido-as como: leve, leve-dura e dura, baseados nos conceitos prévios históricos.

Considerar tecnologia leve1 é expressar um processo de produção da comunicação, das relações, de acolhimento, de autonomização, de vínculos que conduzem ao encontro dos usuários com as necessidades de ações na saúde. A tecnologia leve-dura incluindo os saberes estruturados representados pelas disciplinas que operam em saúde, a exemplo da clínica médica, odontológica, epidemiológica, enfermagem, entre outras. A tecnologia dura pode ser representada pelo material concreto como equipamentos tecnológicos (hardware), mobiliário tipo permanente ou de consumo, normas e rotinas, estruturas organizacionais. Apesar de se interrelacionarem, o tipo de tecnologia pode pender em importância conforme a área em que o profissional/pessoa humana atua (8,9).

A ideia de Tecnologia para a Saúde consiste em saberes e práticas que podem resultar em produtos fechados, a exemplo das condutas normativas (dura) ou abertas, como diante de um processo de relação, que se pode exemplificar como um processo de humanização (leve) (9).

Entretanto, a humanização necessita de uma reflexão acerca dos valores e conceitos determinados ao ser humano, bem como os seus princípios, para nortear a prática do profissional da saúde (9,10).

Corroborando Rios (11), enfatiza que transformar a cultura institucional instalada, deve-se trabalhar a ideia da construção coletiva de compromissos éticos e de métodos para as ações de atenção à saúde e de gestão dos serviços, fundamentando-se no respeito e valorização da pessoa humana.

Para isso, no foco de humanizar o atendimento em saúde, preconizam-se ações de acolhimento individualizado; instrumentários confortáveis; modificações do ambiente com cores, luzes, móveis, músicas, e outros fatores que possam colaborar e proporcionar o bem estar do paciente, visitante e profissional (10,11). No intuito da qualidade de vida, com abordagem holística, focada na pessoa e não a doença.

Qualquer pessoa humana necessita de relações, vínculos, referências, acolhimento, de produção de conhecimento (12); enfim, necessita de tecnologias leves, necessita de tecnologias duras (4), para propiciar nas escolhas a qualidade de vida (3), desvincular esse processo é quebrar o elo do desenvolvimento humano, literalmente é desumanizar.
Humanizar é tecnologia.

REFERÊNCIAS

Referências

1. Tecnologia – Wikipédia: a enciclopédia livre. [homepage]. C2001 [atualizado em 07 de julho de 2010; acessado em 08 de julho de 2010]. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia#Ci.C3.AAncia_e_tecnologia

2. Schmitz VR. O trabalho associado e a produção de saberes: um diálogo com a associação do trabalhador urbano de recicláveis orgânicos e inorgânicos – ATUROI. Educação Unisinos. 2006, 10 (2): 148-153.

3. Glasser W. Teoria da Escolha: uma nova psicologia de liberdade pessoal. São Paulo:Mercuryo; 2002.

4. Merhy EE. Em busca de ferramentas analisadoras das tecnologias em saúde: a informação e o dia a dia de um serviço, interrogando e gerindo trabalho em saúde.In: Merhy EE, Onocko, R. Agir em Saúde: um desafio para o público. São Paulo (SP): Hucitec; 1997

5. Merhy EE. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy EE, Onocko, R. Agir em Saúde: um desafio para o público.São Paulo (SP): Hucitec; 1997.

6. Silva Denise Conceição da, Alvim Neide Aparecida Titonelli, Figueiredo Paula Alvarenga de. Tecnologias leves em saúde e sua relação com o cuidado de enfermagem hospitalar. Esc. Anna Nery  [periódico na Internet]. 2008  Jun [citado  2010  Jul  09];  12(2): 291-298. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452008000200014&lng=pt.

7. Rios Ediara Rabello Girão, Franchi Kristiane Mesquita Barros, Silva Raimunda Magalhães da, Amorim Rosendo Freitas de, Costa Nhandeyjara de Carvalho. Senso comum, ciência e filosofia: elo dos saberes necessários à promoção da saúde. Ciênc. saúde coletiva  [periódico na Internet]. 2007  Abr [citado  2010  Jul  09] ;  12(2): 501-509. Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232007000200026&lng=pt

8. Barra DCC, Nascimento ERP, Martins JJ, Albuquerque GL, Erdmann AL. Evolução histórico e impacto da tecnologia na área da saúde e da enfermagem. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2006; 8(3):422-30. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a13.htm

9. Marques Isaac Rosa, Souza Agnaldo Rodrigues de. Tecnologia e humanização em ambientes intensivos. Rev. bras. enferm.  [serial on the Internet]. 2010  Feb [cited  2010  July  09] ;  63(1): 141-144. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672010000100024&lng=en

10. Arone Evanisa Maria, Cunha Isabel Cristina Kowal Olm. Tecnologia e humanização: desafios gerenciados pelo enfermeiro em prol da integralidade da assistência. Rev. bras. enferm.  [serial on the Internet]. 2007  Dec [cited  2010  June  07] ;  60(6): 721-723. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672007000600019&lng=en

11. RIOS, Izabel Cristina. Humanização: a essência da ação técnica e ética nas práticas de saúde. Rev. bras. educ. med. [online]. 2009, vol.33, n.2 [cited  2010-05-04], pp. 253-261 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022009000200013&lng=en&nrm=iso

12. Backes D S, Lunardi V L, Lunardi W D Filho. A humanização hospitalar como expressão da ética. Rev Latino-am Enfermagem 2006 janeiro-fevereiro; 14 (1):132-5.